O real valorizou-se nesta segunda-feira (25) diante da queda do dólar para R$ 4,9973 (-0,61%) e da baixa de quase 6% no preço do petróleo, impulsionados pelo otimismo com um possível acordo de paz entre EUA e Irã que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz.
O dólar recuou abaixo de R$ 5,00 por volta das 9h30, refletindo o apetite por ativos de risco global e a esperança de que os EUA e Irã firmem um acordo de paz no curto prazo. A expectativa inclui a reabertura total do Estreito de Ormuz, o que contribuiu para a queda do petróleo para menos de US$ 100 o barril, uma baixa próxima de 6%.
O boletim Focus mostrou que a mediana da projeção do IPCA para 2026 subiu para 5,04%, ultrapassando o teto da meta de 4,50%. Para 2027, a estimativa passou para 4,01%. O Banco Central informou que o Índice de Basileia do Sistema Financeiro Nacional caiu levemente para 17,24% em dezembro de 2025, mantendo-se acima do mínimo regulatório de 8%, indicando folga de capital dos bancos.
Na política, a Câmara dos Deputados iniciou uma semana de esforço concentrado para votar a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1. No cenário internacional, o presidente dos EUA afirmou que o acordo com o Irã será “grande e significativo” ou não haverá acordo, enquanto o secretário de Estado dos EUA afirmou que o anúncio pode ocorrer ainda nesta segunda-feira.
O diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA comentou que o acordo pode reabrir o Estreito de Ormuz, reduzir os preços da energia e aliviar a inflação, abrindo caminho para cortes nos juros pelo Federal Reserve. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as negociações sobre o programa nuclear ocorrerão após a conclusão de um memorando para o fim da guerra no Oriente Médio.
Além disso, a semana marca a formação da Ptax de fim de maio, com expectativa de maior volatilidade a partir de quinta-feira devido a ajustes de posições no mercado cambial.


