Entre janeiro e abril de 2026, a China comprou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina, alta de 25,75% em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais.
O Brasil exportou 612,87 mil toneladas de carne bovina para a China no primeiro quadrimestre de 2026, um aumento de 53,62% em comparação ao mesmo período de 2025. A participação brasileira representa mais da metade das importações chinesas.
Outros concorrentes, como Argentina e Nova Zelândia, perderam espaço no mercado chinês, com quedas de 1% e 2,21%, respectivamente. A Austrália já utilizou 70,45% de sua cota de 205 mil toneladas para exportação à China, enquanto o Brasil preencheu 55,41% da sua cota de 1,1 milhão de toneladas.
As projeções indicam que o Brasil atingirá sua cota em meados de julho, considerando o tempo de trânsito das cargas. A China adotou medidas de salvaguarda para proteger seus pecuaristas desde 1º de janeiro de 2026, com regras previstas para durar até três anos. Apesar do terceiro maior rebanho bovino do mundo, a produção local não supre a demanda interna de 1,4 bilhão de habitantes.


