O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (25) que o surto de Ebola na República Democrática do Congo já causou 220 mortes suspeitas e que a situação pode piorar antes de melhorar.
Tedros explicou que a detecção tardia do surto, os conflitos nas províncias de Ituri e North Kivu e a ausência de vacinas aprovadas para a cepa Bundibugyo dificultam o controle da epidemia. Ele afirmou que as equipes de resposta estão “correndo atrás do prejuízo” e que os países vizinhos devem agir imediatamente.
Mais cedo, Uganda confirmou mais dois casos de Ebola, elevando para sete o total no país. A OMS declarou o surto uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
Na noite de domingo (24), jovens invadiram o Hospital Geral de Mongbwalu, no leste da República Democrática do Congo, obrigando a evacuação de pacientes enquanto tiros eram disparados. Foi o terceiro ataque em menos de uma semana contra instalações de saúde ligadas ao combate ao Ebola.
Em outro episódio, moradores incendiaram uma tenda de tratamento em Mongbwalu, fazendo 18 pessoas com suspeita de infecção desaparecerem. O governo proibiu velórios e aglomerações com mais de 50 pessoas para conter a doença.


