Fundos multimercado macro reduziram suas apostas na valorização dos ativos brasileiros e abandonaram posições que apostam na queda do dólar frente ao real, segundo levantamento da XP até 20 de maio de 2026.
O indicador Kit Brasil, que reúne posições compradas em Ibovespa e renda fixa local e vendidas em dólar, está um desvio padrão abaixo da média histórica nas métricas de 25 e 45 dias úteis, nível considerado baixo pela XP. A amostra monitorada inclui fundos com patrimônio líquido de cerca de R$ 75 bilhões, cerca de 80% do patrimônio da indústria de multimercados macro.
No curto prazo, os fundos indicam compras de títulos públicos prefixados e do índice S&P 500, além de posição levemente vendida no Treasury de 5 anos, refletindo expectativa de queda nos juros americanos. No prazo de 90 dias, mantêm posições compradas em S&P 500, Ibovespa, títulos locais prefixados e de inflação, e ouro, com vendas em petróleo.
A correlação dos retornos entre os fundos permanece elevada, um desvio padrão acima da média histórica. A XP também observa desaceleração nos resgates líquidos da indústria em abril, mês em que os fundos entregaram retornos mais altos.
Em ações, gestores rotacionaram do fator Qualidade para Valor, que subiu 368 pontos-base nas últimas quatro semanas, enquanto o fator Qualidade caiu 446 pontos-base. Indicador de distância dos fundos em relação ao benchmark subiu de -2,2 para -1,4, indicando maior risco ativo após período de maior indexação ao Ibovespa.


