O Banco Central avaliou que a rentabilidade do Sistema Financeiro Nacional permaneceu estável no segundo semestre de 2025, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta segunda-feira (25). A nova metodologia para capital mínimo será implementada até janeiro de 2028 para fortalecer o sistema.
O crescimento dos resultados operacionais compensou o aumento do custo com provisões, embora a margem de crédito tenha sido pressionada pela elevação do custo de captação. As provisões mantiveram-se compatíveis com as perdas esperadas, com aumento para suportar maior risco na carteira de crédito.
A nova metodologia para apurar o capital mínimo, que entrará em vigor até janeiro de 2028, visa aumentar a resiliência do Sistema Financeiro Nacional e alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais. Pesquisa interna indicou que a maioria das instituições com risco de desenquadramento pretende permanecer no mercado.
Segundo o relatório, 78% das instituições manifestaram muita ou total confiança na resiliência do sistema. Persistem preocupações com riscos fiscais, endividamento e judicialização sobre reguladores. Embora o apetite ao risco tenha diminuído, o crédito pessoal não consignado cresceu com maior participação de operações sem garantia.
As condições para crédito às famílias e empresas devem ficar mais restritivas devido ao aumento da inadimplência e comprometimento de renda. Em 2025, o impacto de eventos climáticos sobre as instituições reduziu-se à metade em relação a 2024, com avanços na governança e gestão do risco climático.


