O governo brasileiro espera levantar R$ 50 bilhões no quinto leilão do programa Eco Invest, anunciado nesta segunda-feira (25). A iniciativa usará capital público do Fundo Clima para alavancar investimentos privados em tecnologias sustentáveis em seis setores estratégicos.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o leilão será o mais arrojado do programa até agora e que o governo prepara um roadshow para atrair investidores dos Estados Unidos, Europa e China. Os setores contemplados são fertilizantes verdes, sistemas de baterias e minerais críticos, combustíveis sustentáveis, automação e inteligência artificial, química verde e circularidade de resíduos minerais e industriais.
Serão criados seis fundos de inovação, cada um com aporte público de R$ 1,5 bilhão, e as instituições financeiras poderão oferecer até duas vezes esse valor em recursos privados. Além disso, o Eco Invest oferecerá até R$ 1 bilhão adicional por fundo em forma de crédito, exigindo alavancagem mínima de três vezes em capital privado.
O programa destinará 0,5% dos recursos mobilizados para pesquisa científica e empreendedorismo em universidades e instituições científicas. Pelo menos 10% do portfólio de cada fundo deverá incluir empresas que contratem pesquisas ou internalizem tecnologias estrangeiras.
O leilão ficará aberto para propostas até julho e dará vantagem a instituições com maior participação de capital estrangeiro, entre 15% e 45%. Cada fundo será administrado por uma instituição financeira vencedora, que poderá gerir no máximo três fundos. Caso os projetos apoiados superem as expectativas financeiras, parte dos ganhos excedentes será compartilhada com o Tesouro Nacional.
O quarto leilão do Eco Invest, focado em bioeconomia, ecoturismo e infraestrutura na Amazônia Legal, mobilizou R$ 13,2 bilhões em investimentos privados, com alavancagem média de 4,3 vezes o capital público. Até então, o programa mobilizou cerca de R$ 140 bilhões desde seu lançamento em 2024.


