A Colômbia enfrenta aumento nos ataques com drones explosivos em meio à eleição presidencial marcada para 31 de maio. Segundo o Ministério da Defesa, os ataques passaram de 61 em 2024 para 333 em 2025, com 107 incidentes registrados em 2026, causando mortes entre soldados.
O país vive uma disputa eleitoral que reflete a avaliação das políticas do presidente Gustavo Petro, especialmente sua iniciativa de “paz total”, que busca negociar com grupos rebeldes. Dados indicam que 386 municípios estão vulneráveis à violência de grupos armados ilegais, e cerca de 27 mil pessoas permanecem armadas.
Em Robles, município de Jamundí, a polícia reforçou a segurança diante da ameaça dos drones, que alteraram a dinâmica do conflito desde 2024, principalmente em áreas fronteiriças e costeiras. O governo reconhece que a estratégia não desarmou as redes ilegais como esperado e endureceu o diálogo com alguns grupos.
Os candidatos se dividem entre manter o diálogo com grupos armados e priorizar ações militares. Analistas alertam que a violência pode aumentar caso um candidato mais linha-dura seja eleito.


