A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 1,6% em maio de 2026 na comparação com abril, atingindo 106,6 pontos, o maior patamar desde março de 2015, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O crescimento anual foi de 3,3% em relação a maio de 2025.
O aumento da ICF foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 18,5% na disposição das famílias para comprar bens duráveis na comparação anual. Famílias com renda de até 10 salários-mínimos lideraram o avanço, com alta de 3,9% na intenção de consumo anual, apoiada pelo aumento de 1,6% no emprego atual e de 4,1% nas perspectivas de compras futuras.
Para as famílias com renda superior a 10 salários-mínimos, a intenção de consumo cresceu 1,4% em base anual, apesar da queda de 0,1% no emprego atual. Em maio, esse grupo registrou alta mensal de 1,6% no consumo atual e de 2,0% nas perspectivas, mas as expectativas de compras futuras caíram 1,8% em relação a maio de 2025.
A inflação dos bens duráveis recuou, ficando em 0,68% no acumulado de 12 meses até abril, abaixo dos 4,39% do IPCA geral, o que contribuiu para o aumento da intenção de compra. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que a Selic permanece em nível “excessivamente elevado”, limitando o poder de consumo e prejudicando a retomada do crescimento econômico.
O indicador de emprego atual mostrou que 42,3% dos entrevistados consideram o momento seguro para o trabalho, o maior percentual desde janeiro de 2026. A avaliação sobre o emprego atual subiu 1,2% na comparação anual, enquanto a perspectiva profissional recuou 5,9% no mesmo período.


