O governo do Distrito Federal arrecadou R$ 1,017 bilhão na primeira etapa de um programa de securitização da dívida ativa para tentar cobrir o rombo financeiro do Banco de Brasília (BRB) causado pelo Banco Master. A iniciativa busca recompor o patrimônio do banco público e evitar intervenção do Banco Central.
A securitização transforma dívidas fiscais atrasadas em títulos negociados no mercado, antecipando recursos para o caixa público. O banco BTG Pactual comprou a primeira cota dessas dívidas, e o governo espera arrecadar R$ 4 bilhões até o fim da semana.
O Distrito Federal também busca um empréstimo complementar de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, mas o governo federal não respondeu ao pedido de garantia do Tesouro Nacional para liberar a operação. O secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, afirmou que “a não resposta é uma resposta” e que outras alternativas estão em andamento.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicou que há flexibilidade no cronograma legal para apresentação do balanço financeiro de 2025 e aporte financeiro do BRB. A legislação proíbe o uso direto dos recursos da securitização fora de áreas como saúde, educação e previdência, mas o banco pode movimentar esses valores temporariamente para melhorar a liquidez.
Se os empréstimos bancários não forem aprovados, o governo do Distrito Federal usará o dinheiro da securitização como solução contábil definitiva para recompor o patrimônio do BRB e encerrar a fiscalização do Banco Central.


