Donald Trump afirmou no sábado que acordo de paz com Irã está quase fechado, mas voltou atrás no domingo, mantendo negociações abertas. Críticas crescem nos EUA e no Oriente Médio.
Na última semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo de paz com o Irã está “em grande parte negociado”, com apenas detalhes finais a serem ajustados. Ele destacou que o memorando incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e envolveria aliados regionais, como Israel e países árabes.
No entanto, no dia seguinte, Trump recuou e afirmou que as negociações continuam de forma construtiva, mas sem pressa para fechar o acordo. Ele criticou o acordo nuclear de 2015 firmado pela administração Obama, afirmando que não aceitará um acordo ruim que facilite o acesso do Irã a armas nucleares.
Senadores democratas e republicanos criticaram a condução das negociações, classificando o processo como um fracasso e sem sentido. O Irã confirmou que, apesar de avanços em algumas questões, um acordo próximo não está garantido.
O ex-ministro e diplomata Martin Stropnický comentou que Trump apresenta posições contraditórias e teme uma “vergonha vietnamita”. O especialista David Mareček destacou a pressão interna sobre Trump devido à alta dos preços e às eleições no Congresso. Israel terá direito de se defender em qualquer acordo, o que pode reacender conflitos na região.


