O laudo do Instituto Médico Legal confirmou que a cardiomiopatia hipertrófica causou a morte do fisiculturista de 22 anos nesta segunda-feira (25). A doença genética afeta o músculo do coração e é uma causa frequente de morte súbita em jovens atletas.
A cardiomiopatia hipertrófica é uma condição que provoca o espessamento e a rigidez das paredes musculares do coração, comprometendo sua função. Segundo Fábio Fernandes, diretor do grupo de Miocardiopatias do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a doença causa uma hipertrofia que leva a uma hipercontração e hiperrelaxamento do músculo cardíaco.
Especialistas explicam que a doença é causada em 70% dos casos por defeitos genéticos hereditários, enquanto a segunda causa mais comum são mutações genéticas espontâneas. A condição afeta aproximadamente uma em cada 500 pessoas no mundo.
Os sintomas incluem desmaios, dor torácica, falta de ar e palpitações. O diagnóstico é feito por ecocardiograma, que identifica o espessamento característico das paredes do coração. Tratamentos variam de medicamentos a procedimentos invasivos, dependendo da gravidade.
O Manual MSD destaca que a cardiomiopatia hipertrófica é uma das principais causas de morte súbita em atletas jovens, devido à incapacidade do coração de se encher adequadamente durante esforços físicos intensos.


