O mercado financeiro revisou para cima a estimativa da inflação oficial para 2026, projetando alta de 5,04%, acima do teto da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (25).
Esta é a décima primeira semana consecutiva de alta na previsão da inflação, impulsionada pelo aumento dos preços dos combustíveis e reajuste de 0,67% nos alimentos em abril. O Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 14,5% ao ano, mas analistas estimam que ela encerre o ano em 13,25%.
O conflito armado no Oriente Médio dificulta o planejamento do Banco Central para novos cortes na Selic, conforme indicado na ata do Comitê de Política Monetária (Copom). A próxima reunião para definir a taxa básica está marcada para 16 e 17 de junho.
O mercado financeiro também ajustou a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, elevando a expectativa de crescimento de 1,85% para 1,89%. Para 2027, a projeção caiu de 1,77% para 1,70%. A cotação do dólar deve encerrar 2026 em R$ 5,17 e 2027 em R$ 5,26, segundo o Boletim Focus.


