O Banco Central estima que 40% das instituições financeiras serão impactadas pelas novas exigências de capital mínimo até o primeiro semestre de 2028, incluindo fintechs e corretoras.
O Banco Central calcula que 679 das 1.751 instituições financeiras autorizadas atualmente, cerca de 39%, podem ficar desenquadradas das novas regras de capital mínimo até 2028. A deficiência projetada de capital desse grupo é de R$ 8,0 bilhões, equivalente a 0,5% do Patrimônio de Referência do sistema financeiro nacional.
As novas exigências visam garantir que as instituições cubram seus custos operacionais desde o início, reforçando a estabilidade do sistema financeiro e reduzindo o risco moral, conforme explicou o regulador. A regra, modernizada em 2025, considera as atividades práticas, investimentos e forma de captação, elevando substancialmente os requerimentos de capital.
Os limites de capital mínimo serão elevados em 25% a cada semestre a partir de julho de 2026, com impacto total em janeiro de 2028. Fintechs como Sociedade de Empréstimo entre Pessoas, Sociedade de Crédito Direto e Instituições de Pagamento, além de corretoras de câmbio, serão as mais afetadas.
Segundo o diretor de Fiscalização do Banco Central, a nova regra já reduziu os pedidos de autorização para funcionamento de 15 para dois por mês. Também há movimentação de fusões e saídas do mercado entre Instituições de Pagamento, o que aumenta a resiliência do sistema financeiro.


