Um fisiculturista de 22 anos morreu no sábado (23) por cardiomiopatia hipertrófica, doença que causa espessamento do músculo cardíaco e pode levar à morte súbita. O uso de anabolizantes e treinos intensos são fatores de risco, segundo especialistas.
A cardiomiopatia hipertrófica é caracterizada pelo crescimento anormal do músculo do coração, principalmente no ventrículo esquerdo, o que dificulta a circulação sanguínea e pode provocar arritmias graves e insuficiência cardíaca. A doença pode ser genética ou adquirida, inclusive pelo uso de esteroides anabolizantes.
Pesquisa com mais de 20 mil fisiculturistas entre 2005 e 2020 apontou 121 mortes, das quais 38% foram por morte cardíaca súbita, com risco maior entre profissionais. O estudo destacou o espessamento do coração e o abuso de substâncias como fatores comuns.
O jovem atleta, conhecido nas redes sociais, foi encontrado morto em seu apartamento na Mooca, Zona Leste de São Paulo. A família informou que a cremação ocorrerá nesta segunda-feira (25) em cerimônia restrita a parentes próximos.


