O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça explicações sobre as ações da Defesa Civil de Petrópolis durante a forte chuva registrada no dia 20 de maio, especialmente sobre alertas e abertura de pontos de apoio.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) encaminhou à Justiça um pedido de esclarecimentos sobre as medidas adotadas pela Defesa Civil de Petrópolis durante a chuva intensa na terça-feira (20). O MP destacou que o sistema de Cell Broadcasting, conhecido como “sirene virtual”, foi acionado após alertas de risco de inundação e mencionou a classificação de risco geológico alto divulgada pelo Cemaden-RJ.
O documento aponta que não houve comunicação sobre a abertura de Pontos de Apoio, deixando a população sem orientação sobre locais seguros. A promotoria afirmou que a Defesa Civil limitou-se a acionar o sistema de broadcasting, sem informar a necessidade de permanecer em local seguro ou dirigir-se a pontos de acolhimento, classificando isso como uma falha grave na gestão preventiva.
O MP requisitou que a Defesa Civil informe, em até 48 horas, quais pontos de apoio estavam abertos no dia 20 de maio e quais áreas receberam os alertas do sistema. A Prefeitura de Petrópolis respondeu que não houve necessidade de abrir pontos de apoio, pois os níveis previstos para acionamento do protocolo não foram atingidos.
Segundo a Defesa Civil, alertas foram enviados entre 7h50 e 9h01, incluindo aviso severo e situação extrema para a Rua Coronel Veiga, que chegou a ser interditada após o transbordamento do Rio Quitandinha. As sirenes foram acionadas e a via liberada às 9h47.


