Cinco mergulhadores italianos morreram neste mês em uma caverna subaquática no Atol de Vaavu, nas Maldivas, a cerca de 60 metros de profundidade. Um resgatista também perdeu a vida durante as buscas pelos corpos.
A caverna onde ocorreu o acidente tem aproximadamente 70 metros de profundidade e até 200 metros de extensão. Segundo Vladimir Tochilov, mergulhador que explorou o local em 2014, a estrutura apresenta escuridão quase total, exigindo iluminação artificial e procedimentos rigorosos de navegação.
O ambiente é complexo, com câmaras e passagens estreitas, e a visibilidade pode cair a quase zero se sedimentos forem perturbados. Tochilov explicou que a caverna não é típica das Maldivas, onde sistemas subaquáticos desse tipo são raros.
O mergulho em cavernas exige treinamento especializado, equipamentos adequados e preparo psicológico, pois não há possibilidade de ascensão direta à superfície em caso de emergência. As autoridades locais informaram que o grupo italiano tinha permissão para mergulhar até 30 metros, mas o acidente ocorreu em profundidade maior.
Apesar dos riscos, a caverna abriga diversas espécies marinhas, como tubarões-de-recife, tubarões-lixa, arraias e nudibrânquios, segundo o mergulhador.


