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Leitura: FUP e sindicatos questionam isenção fiscal para refino na Zona Franca de Manaus
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Justiça

FUP e sindicatos questionam isenção fiscal para refino na Zona Franca de Manaus

Carla Fernandes
Última atualização: 25 de maio de 2026 17:34
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) e a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) solicitaram atuar como amici curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7963, que discute no Supremo Tribunal Federal (STF) a isenção de impostos para o refino de petróleo na Zona Franca de Manaus (ZFM).

O julgamento da ação, inicialmente previsto para 22 de maio, será reiniciado de forma presencial, segundo fontes do setor de combustíveis. As entidades pretendem fornecer subsídios técnicos e jurídicos ao STF para avaliar os impactos da Lei Complementar nº 214/2025, que concede isenção da CBS e IBS para atividades de refino na ZFM.

A ação questiona a constitucionalidade da isenção, alegando que ela viola princípios como isonomia tributária, livre concorrência e neutralidade da reforma tributária. As entidades também pedem que o STF considere os efeitos da privatização da refinaria da Amazônia, ocorrida em novembro de 2022, que teria concentrado o mercado regional e elevado os preços dos combustíveis.

Segundo o diretor de Trading da refinaria, a unidade voltou a refinar entre dezembro e janeiro. No entanto, a FUP e o Sindipetro-AM alertam que novos benefícios fiscais podem aprofundar distorções concorrenciais sem garantir redução dos preços ou fortalecimento da soberania energética nacional.

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