A cardiomiopatia hipertrófica provoca espessamento anormal do músculo cardíaco e pode levar a arritmias graves e morte súbita, especialmente em jovens atletas e usuários de anabolizantes, segundo especialistas.
A cardiomiopatia hipertrófica é caracterizada pelo aumento anormal da espessura da parede do coração, reduzindo o espaço interno para o sangue e comprometendo o funcionamento cardíaco. O cirurgião cardiovascular Ricardo Katayose explica que a parede do ventrículo, normalmente com até um centímetro, pode ultrapassar 30 milímetros em casos graves.
O cardiologista Elzo Mattar afirma que a doença pode ser hereditária, com 50% de chance de transmissão, e é uma das principais causas de morte súbita em pessoas com menos de 35 anos. O esforço físico intenso pode desencadear arritmias fatais, levando à parada cardiorrespiratória.
O uso de esteroides anabolizantes contribui para o desenvolvimento da forma adquirida da doença, aumentando o risco de arritmias, trombose e infarto. O uso inadequado de insulina por fisiculturistas também eleva riscos cardiovasculares e pode causar hipoglicemia grave, alerta Clayton Macedo, endocrinologista.
O diagnóstico é feito por exames como ecocardiograma e ressonância magnética. O tratamento inclui betabloqueadores, restrição de exercícios intensos e cardiodesfibrilador implantável para reverter arritmias fatais. O atestado de óbito do fisiculturista cita cardiomiopatia hipertrófica associada a edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva.


