O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (25) que a extrema direita não tolera a autonomia das universidades públicas e defendeu a educação como ferramenta central para superar desigualdades durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília.
Lula afirmou que a extrema direita busca calar professores e estudantes, coibir a diversidade, negar a ciência e censurar as artes, transformando a sala de aula em instrumento de dominação. Ele ressaltou que o pensamento crítico, fundamental para combater discriminações, nasce nas universidades.
O presidente relacionou o pensamento crítico à luta anticolonial e ao combate ao racismo, à misoginia e à xenofobia. Também criticou o colonialismo digital, apontando a inteligência artificial como ferramenta estratégica para a educação, mas alertando para o risco de dominação por poucos países e empresas.
O Fórum de Reitores Brasil-África reúne 70 reitores brasileiros e 64 africanos para ampliar acordos de cooperação científica e mobilidade estudantil entre os dois continentes. Os resultados serão formalizados na Carta de Brasília, que orientará os próximos passos da parceria.


