O governo deve aprovar em junho o aumento da mistura obrigatória do etanol na gasolina de 30% para 32%, segundo o ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa. A decisão depende do Conselho Nacional de Política Energética, vinculado ao Ministério de Minas e Energia e presidido por Alexandre Silveira.
O aumento da mistura de etanol na gasolina, de 30% para 32%, está previsto para ser aprovado em junho pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A reunião que discutiria o tema em 11 de maio foi adiada devido à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos.
O ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, afirmou que a medida não deve enfrentar resistência no CNPE, especialmente diante da alta do petróleo internacional, que pressiona os preços dos combustíveis fósseis no país.
Testes técnicos indicam que a mistura de até 32% de etanol não causa problemas nos motores automotivos e industriais. O avanço está previsto na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024, que determina a ampliação gradual das misturas conforme viabilidade técnica.
O aumento ocorre em um contexto de alta dos preços dos combustíveis fósseis, pressionados pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que completa três meses em 28 de maio. Setores ligados aos biocombustíveis pressionam pelo avanço imediato para reduzir a dependência da importação de combustíveis.


