O governo Trump proibiu pesquisadores do Niaid de se comunicarem diretamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS), excluindo-os das discussões globais sobre surtos de vírus, segundo documentos e fontes oficiais. A restrição permanece durante o surto de hantavírus e foi parcialmente relaxada para o surto de Ebola.
A diretiva impede que integrantes do Niaid participem plenamente das reuniões da OMS, limitando sua presença a pequenos grupos e em “capacidade de escuta”, conforme e-mail interno de 18 de maio. Qualquer comunicação deve passar pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.
Os Estados Unidos se retiraram da OMS em janeiro por determinação do presidente Trump, em meio a críticas de autoridades de saúde pública. Além disso, vários cargos de liderança em agências de saúde americanas, como o CDC e a FDA, estão vagos, agravando o vácuo institucional.
Especialistas avaliam que as restrições prejudicam a cooperação internacional em emergências sanitárias. O CDC informou que trabalha ininterruptamente com parceiros para enfrentar o surto de Ebola e planeja enviar especialistas à África.


