Ações da Micron Technology subiram 12% nesta terça-feira (26) após o UBS elevar o preço-alvo de US$ 535 para US$ 1.625, indicando potencial de valorização de 100% a partir do valor atual. A corretora destaca que mudanças estruturais impulsionadas pela inteligência artificial fortalecem a durabilidade dos contratos de fornecimento de memória.
O UBS projeta que o lucro por ação (EPS) da Micron ultrapassará US$ 100 até pelo menos 2029, justificando múltiplos de avaliação mais altos do que os ciclos históricos do mercado de memória. O analista Timothy Arcuri afirmou que a inteligência artificial mudou permanentemente os fundamentos do setor.
A fábrica da Micron em Manassas, Virgínia, iniciou a produção do 1-alpha DRAM, considerado o tipo de memória mais avançado produzido nos Estados Unidos. Esse avanço tecnológico, aliado ao apoio governamental, reforça a posição da empresa no mercado.
No primeiro trimestre fiscal de 2026, a Micron registrou receita de US$ 13,64 bilhões, alta de 57% em relação ao mesmo período do ano anterior. A unidade de Memória em Nuvem quase dobrou a receita para US$ 5,28 bilhões, com margem bruta de 66%. A previsão para o segundo trimestre indica receita de US$ 18,7 bilhões e lucro por ação não-GAAP de US$ 8,42.
O CEO Sanjay Mehrotra declarou que a empresa está posicionada como um facilitador essencial da inteligência artificial, destacando liderança tecnológica e portfólio diferenciado.


