Expectativas de inflação bem ancoradas na América Latina devem ajudar a conter os efeitos da alta do petróleo associada ao conflito no Oriente Médio, segundo estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta terça-feira (26).
O relatório do FMI afirma que expectativas de inflação estáveis limitam a transmissão do aumento dos preços da energia para a inflação geral, pois não se espera que elevações temporárias elevem a inflação futura.
Embora as previsões de inflação na América Latina estejam, em média, mais distantes da meta do que nas economias avançadas, a dispersão das expectativas é semelhante, refletindo a credibilidade das autoridades econômicas da região.
O estudo destaca que políticas monetárias mais restritivas geram ganhos modestos na ancoragem das expectativas, enquanto políticas expansionistas tendem a descolar as expectativas da meta. Países como Brasil, Chile e Argentina ilustram esses efeitos.
O FMI ressalta que o regime de metas de inflação depende do contexto e que um amplo apoio institucional é essencial para sua eficácia, mesmo em cenários econômicos desafiadores.


