O Brasil registrou 293.842 notificações de violência não letal contra mulheres em 2024, sendo 64% dos casos no ambiente familiar, segundo o Atlas da Violência 2026.
De acordo com o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 79,9% das agressões ocorreram dentro da residência da vítima. A pesquisa classifica a violência doméstica em múltipla, negligência, física, psicológica, sexual, entre outras.
O levantamento revela que 66,2% das mulheres atendidas pela rede de saúde já sofreram violência da mesma natureza anteriormente, indicando reincidência. O estudo destaca que o ciclo abusivo envolve controle e isolamento, dificultando o rompimento do vínculo.
Mulheres negras são as mais vulneráveis, representando 58,6% das vítimas e apresentando taxa de homicídios 66,7% maior que mulheres não negras. Meninas de 0 a 9 anos são majoritariamente vítimas de negligência, enquanto mulheres de 25 a 29 anos sofrem principalmente violência física.
Entre 15 e 69 anos, a violência física é a forma mais comum de agressão, frequentemente associada a relações íntimas e acompanhada por múltiplas formas de violência simultâneas.


