A Operação Compliance Zero revelou fraudes bilionárias envolvendo o RioPrevidência e o Banco Master, evidenciando falhas graves na fiscalização do sistema financeiro brasileiro, segundo economista César Bergo.
Os desvios investigados pela Polícia Federal somam cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,1 bilhões), envolvendo aportes do RioPrevidência em operações ligadas ao Banco Master consideradas fraudulentas. O economista César Bergo afirmou que a gestão desses recursos públicos foi temerária e fora dos padrões de compliance.
Bergo criticou a atuação dos órgãos reguladores, como Previc, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central, que não detectaram irregularidades em operações bilionárias. Ele destacou que a investigação avançou principalmente pela Polícia Federal, indicando deficiência estrutural na supervisão.
O especialista alertou que o risco sistêmico está na confiança do sistema financeiro, não apenas na quebra de bancos, e citou prejuízo estimado de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito. Ele também apontou o uso fraudulento de instrumentos financeiros como fundos de investimento em direitos creditórios e certificados de operações estruturadas.
Bergo defendeu respostas mais rápidas dos órgãos reguladores e uma postura mais firme do Banco Central para recuperar a segurança e previsibilidade do mercado financeiro.


