O ETF iShares Core MSCI EAFE (IEFA) registrou alta de 22% em doze meses, impulsionado principalmente pela desvalorização do dólar frente a moedas estrangeiras. O fundo, com US$ 169,6 bilhões em ativos, concentra 2% em ASML, que pode impactar o desempenho em caso de desaceleração do setor de semicondutores.
O IEFA acompanha o índice MSCI EAFE IMI, com maior peso no Japão, Reino Unido, França, Suíça e Alemanha. Cerca de 70% da exposição está em moedas como iene, euro, libra esterlina e franco suíço, beneficiando investidores americanos quando o dólar se desvaloriza.
A valorização do fundo em 2024 deve-se mais à fraqueza do dólar do que ao crescimento dos lucros no exterior. O índice do dólar (DXY) abaixo de 96 tende a ampliar os ganhos do IEFA, enquanto uma alta da taxa do Tesouro a 10 anos acima de 5% pode reverter esse efeito.
A ASML, maior posição do fundo, subiu 109% no último ano, mas uma queda de 20% em suas ações, devido a desaceleração da demanda ou restrições de exportação da China, pode reduzir o retorno do IEFA em cerca de 0,4 ponto percentual.
Investidores devem acompanhar o índice do dólar, os resultados trimestrais da ASML e possíveis ações do Departamento de Comércio dos EUA sobre restrições de exportação para avaliar os riscos futuros do fundo.

