A fabricante de brinquedos Estrela conseguiu na Justiça uma proteção temporária contra credores após solicitar recuperação judicial em Minas Gerais. A medida, concedida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas, impede bloqueios de valores e suspensões de serviços essenciais enquanto o pedido é analisado.
A decisão, emitida na sexta-feira (22), oferece à Estrela um período para reorganizar suas finanças sem pressões imediatas de credores. Bancos e fornecedores essenciais ficam proibidos de bloquear recursos ou interromper serviços, reduzindo o risco de paralisação das operações.
A juíza responsável afirmou que a liminar visa evitar dano irreparável à empresa, considerando o risco de agravamento da crise financeira. A Estrela informou uma dívida de R$ 109 milhões e enfrenta desafios como concorrência internacional, contrabando e mudanças no consumo.
Se a recuperação judicial for aceita, a empresa deverá apresentar um plano para renegociar dívidas e reestruturar suas finanças, buscando superar as dificuldades acumuladas.


