Os ingressos para a Copa do Mundo 2026, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, apresentam preços elevados que dificultam o acesso de parte dos torcedores. A final no MetLife Stadium chegou a ter ingressos no mercado secundário por até US$ 11,5 milhões, enquanto o transporte público sofreu reajustes polêmicos.
A FIFA adotou preços dinâmicos para os ingressos, com valores que variam conforme a demanda, e cobra uma taxa de 15% sobre compras e vendas no mercado oficial de revenda. Um ingresso para o jogo de abertura dos EUA contra o Paraguai custava US$ 1.940 na venda oficial. O preço do trem entre Penn Station e o estádio MetLife foi reduzido de US$ 150 para US$ 98 após reclamações.
Uma pesquisa da American Hotel & Lodging Association indica que as reservas em cidades-sede nos EUA estão abaixo do esperado, com maior presença de turistas domésticos em relação aos internacionais, o que preocupa as economias locais. Para atrair fãs que não compraram ingressos, as cidades organizam eventos gratuitos em locais públicos, como o USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova York.
Especialistas apontam que os altos preços podem limitar o acesso de torcedores apaixonados e criar um ambiente mais corporativo nos estádios, afetando a atmosfera típica do futebol internacional. Ainda assim, alternativas como eventos públicos e queda nos preços do mercado secundário oferecem opções para os fãs.


