Entre 2022 e 2025, 5,5 milhões de profissionais migraram da CLT para contratos como pessoa jurídica (PJ), segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Sistemas de gestão de pessoas foram desenvolvidos para obrigações da CLT e não atendem as especificidades do modelo PJ.
Os sistemas de recursos humanos disponíveis no mercado foram criados para gerenciar obrigações da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como registro de ponto, cálculo de encargos trabalhistas e envio de dados ao eSocial. Esses sistemas pressupõem vínculo empregatício, salário fixo e obrigações previdenciárias patronais, o que não se aplica aos prestadores PJ.
Um levantamento da Managefy com 68 empresas entre 2024 e 2025 revelou que 60% delas utilizam planilhas ou adaptações de sistemas CLT para gerir prestadores PJ. Essas adaptações incluem campos customizados para dados fiscais, ignoram módulos de férias e ponto, e dependem de exportações manuais para controle financeiro.
Essa inadequação gera custos operacionais elevados. A conferência de notas fiscais, validação de dados bancários e lançamentos de pagamento consomem de cinco a dez dias úteis por mês em cada empresa. A plataforma Lobby estima que a taxa de erro em cargas financeiras processadas via planilha varia entre 8% e 10%.
Plataformas dedicadas ao ciclo PJ oferecem funcionalidades específicas, como cadastro com validação fiscal, contratos com escopo definido, recebimento de nota fiscal, pagamento rastreável e repositório documental para auditoria, atendendo melhor as demandas desse modelo.


