Grandes fundos internacionais aumentam interesse no mercado brasileiro por rotas alternativas à Bolsa, como seguradoras e fundos de capital de risco, indicam gestores.
Bruno Serra, gestor da estratégia Janeiro da Itaú Asset, relatou um volume incomum de reuniões com investidores estrangeiros interessados em diversas modalidades de investimento no Brasil. “Nunca passei por nada parecido na carreira”, disse.
Andrew Reider, da WHG, destacou que fundos multiestrutura buscam no Brasil fontes de retorno que não se correlacionem com seus portfólios atuais. Grupos globais que usam reservas de seguradoras para financiar investimentos de longo prazo também sondam o mercado brasileiro de seguros e resseguros.
O fluxo estrangeiro tradicional para o Brasil costuma passar pelo fundo iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), mas o interesse atual se volta para caminhos alternativos. A política também começa a influenciar o cenário, com áudios envolvendo senador e pesquisas eleitorais alterando percepções de risco.
Christian Keleti, da Alpha Key, avaliou que a Bolsa pode oferecer ganhos de 30% a 50% em cenário eleitoral favorável, com perdas estimadas em 10%. Contudo, a taxa básica de juros a 14% ao ano e a possibilidade de um quarto mandato do presidente Lula mantêm resistência de grandes capitais a retornarem em volume expressivo.


