Neymar Jr., com 232 milhões de seguidores no Instagram, enfrenta redução no número de grandes patrocinadores às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Atualmente, tem apenas três grandes marcas parceiras, segundo especialistas em marketing.
O atacante de 34 anos, convocado para a seleção brasileira, soma 22 marcas parceiras, mas apenas Puma, Mercado Livre e Red Bull são grandes empresas. Em comparação, em 2014, Neymar tinha pelo menos sete patrocínios de peso, como Nike e Santander. Em 2018, no auge da carreira, contava com contratos com Nike, Air Jordan, Mastercard e Mc Donald´s, entre outros.
Especialistas apontam que polêmicas dentro e fora de campo, como a acusação de tentativa de abuso sexual que levou ao rompimento com a Nike em 2020, e a postura imprevisível do jogador afastam grandes anunciantes. Pesquisa do Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM) mostra que Neymar polariza opiniões entre torcedores, refletindo a complexidade da sua imagem pública.
Além disso, o posicionamento político do jogador, que declarou voto em Jair Bolsonaro em 2022, pode afastar anunciantes em ano eleitoral. Publicitários afirmam que grandes marcas evitam riscos e costumam incluir cláusulas contratuais para limitar exposição política de atletas.
Apesar disso, Neymar mantém valor como marca pessoal, especialmente entre o público jovem, segundo consultores. O desempenho em campo e a gestão da imagem são fatores decisivos para o interesse de patrocinadores, como exemplifica o jogador Vini Jr., que tem menos seguidores, mas mais contratos com grandes marcas.


