O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou nesta segunda-feira (25) a expulsão de Andrés Sanchez do quadro associativo por 112 votos a favor, após recomendação do Comitê de Ética que apontou irregularidades em gastos pessoais no cartão corporativo estimados em R$ 480.169,60.
Andrés Sanchez, presidente do Corinthians em dois períodos (2007–2012 e 2018–2020), alegou ter confundido despesas pessoais com o cartão institucional e realizou ressarcimentos parciais. Ele não compareceu à sessão por estar impedido de frequentar o clube por medida cautelar e foi representado por seus advogados.
Torcedores celebraram a decisão com fogos de artifício e cantos no Parque São Jorge antes da conclusão da apuração. Torcidas organizadas se concentraram na Rua São Jorge com manifestações e mensagens aos conselheiros, enquanto a segurança foi reforçada com a presença da Polícia Militar e do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil.
Durante a reunião, o vice-presidente Armando Mendonça foi impedido de acompanhar a votação, o que gerou protesto e sua retirada. A proposta do ex-presidente Mário Gobbi de converter a expulsão em suspensão foi rejeitada pelos conselheiros.
Paralelamente, Andrés é alvo de investigações do Ministério Público por uso do cartão corporativo. Em dezembro, ele e o ex-diretor financeiro foram denunciados por lavagem de dinheiro e crimes tributários, mas a Justiça rejeitou a denúncia em março, decisão que o Ministério Público recorreu. O caso remete a episódio semelhante de 2008 envolvendo ex-presidente Alberto Dualib.


