A Polícia Federal investiga o ex-governador do Rio de Janeiro por suposto vínculo próximo e alinhamento político com o controlador do Banco Master, relacionados a transferências de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para fundos ligados ao banco. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (26) na oitava fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo STF.
A Polícia Federal aponta que o ex-governador exerceu papel politicamente relevante para viabilizar os aportes do Rioprevidência no Banco Master, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. O fundo de previdência aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pelo banco, além de R$ 2,01 bilhões em fundos de investimento a partir de julho de 2024, totalizando cerca de R$ 3 bilhões em movimentações sob investigação.
Segundo a PF, o relacionamento entre o ex-governador e o controlador do Banco Master envolveu encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro. Esse vínculo teria facilitado o alinhamento político necessário para a liberação dos investimentos e a nomeação estratégica de dirigentes do Rioprevidência em cargos-chave, garantindo decisões favoráveis ao banco.
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, incluindo alvos ligados à gestão do Rioprevidência. Esta é a segunda vez em 11 dias que o ex-governador é alvo de diligências da Polícia Federal, que também investiga sua relação com outro grupo empresarial.


