As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, totalizando US$ 9,1 bilhões, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta terça-feira (26). Apesar do avanço, esses produtos representam apenas 2,7% das vendas externas do país.
O estudo da CNI, com base em dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), mostra que as exportações de alta tecnologia continuam 15 vezes menores que as de baixa intensidade tecnológica, que somaram US$ 130,7 bilhões, equivalentes a 37,5% do total exportado em 2025.
Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, afirmou que ampliar a participação dos setores de média-alta e alta tecnologia é essencial para diversificar a pauta exportadora e fortalecer a indústria nacional.
O levantamento também aponta que as importações da indústria de transformação cresceram 8,6% em 2025, atingindo US$ 259,7 bilhões, e resultaram em déficit comercial recorde de US$ 71,3 bilhões. Os setores de químicos, máquinas, equipamentos eletrônicos e veículos automotores responderam por mais da metade das compras externas.
Apesar do déficit, as exportações industriais cresceram 3,7%, somando US$ 188,4 bilhões, com destaque para bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que alcançaram participação recorde de 22,8%, impulsionados por alimentos e bebidas industrializados. Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações, com US$ 30,2 bilhões, seguidos pela China, que ampliou suas compras em 19,4%, totalizando US$ 22 bilhões.
As exportações para a Argentina cresceram 31,4%, chegando a US$ 18,1 bilhões, puxadas pelo setor automotivo, que registrou alta de 57,2% nas vendas ao país vizinho.


