Véu funerário egípcio de cerca de 2.500 anos cobria a cabeça e o peito de múmias durante rituais que simbolizavam a transformação do morto em Osíris, deus do renascimento. A peça também fazia referência à deusa Nut e ao deus Khepri, segundo egiptóloga.
Produzido entre 664 e 525 a.C., o véu era colocado sobre um tecido vermelho que envolvia a múmia e preso atrás do corpo. A peça imitava os tecidos usados por Osíris, representando a união do morto com a divindade, explicou a egiptóloga Emily Teeter.
A rede de contas coloridas do véu representava a proteção da deusa Nut, associada ao céu estrelado, e o escaravelho alado simbolizava Khepri, deus ligado ao Sol, à criação e à renovação da vida. O artefato mede cerca de 45,7 cm por 40 cm e foi confeccionado com contas de faiança costuradas em linho.
O véu integra o acervo do Art Institute of Chicago desde 1894, quando foi adquirido do reverendo Chauncey Murch, colecionador de antiguidades egípcias. Atualmente, está exposto na galeria dedicada às artes da África e do Egito Antigo.

