O papa Leão XIV lançou em 25 de maio de 2026, no Vaticano, a Carta Encíclica Magnifica Humanitas, que aborda os desafios éticos da inteligência artificial e seu impacto na humanidade.
A encíclica, assinada em 15 de maio, marca o posicionamento da Igreja Católica Apostólica Romana diante do avanço tecnológico e da automação. O documento questiona como a tecnologia influencia a compreensão da realidade, da verdade e da dignidade humana.
No lançamento, o cofundador da empresa americana Anthropic, Christopher Olah, destacou que a inteligência artificial não pode ser guiada apenas por empresas de tecnologia. A Anthropic desenvolve o Claude, concorrente do ChatGPT e do Gemini, e prioriza a segurança e a ética no uso da IA.
O papa Leão XIV usou pela primeira vez o termo “desarmamento” em relação à IA, alertando para os riscos e pedindo aos líderes mundiais que protejam a humanidade dos efeitos disruptivos da tecnologia. A encíclica conecta-se à tradição do Vaticano de discutir os impactos sociais das revoluções industriais, como na Rerum Novarum, de 1891.


