O ETF iShares J.P. Morgan USD Emerging Markets Bond (EMB) paga cerca de 6% ao ano em títulos soberanos emergentes denominados em dólar, mas esconde risco de calote que pode reduzir o valor do fundo em até 20% durante crises.
O EMB, com cerca de US$ 13 bilhões em ativos e taxa de 0,39%, investe em títulos de países como México, Brasil, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia e Argentina. Apesar do rendimento atrativo, o fundo já teve em carteira títulos de países que deram calote, como Argentina, Venezuela, Sri Lanka e Rússia.
Durante crises, o valor patrimonial do fundo pode cair entre 15% e 20% em um ano, enquanto os rendimentos continuam sendo pagos, o que pode apagar até três anos de ganhos em poucos meses. O principal indicador do risco é o spread entre o índice EMBI Global e os títulos do Tesouro dos EUA.
Alternativas ao EMB incluem fundos que investem em títulos emergentes em moeda local, títulos corporativos de alto rendimento dos EUA e títulos soberanos de mercados desenvolvidos, com diferentes perfis de risco e retorno. Especialistas recomendam que o EMB componha uma pequena parte de portfólios diversificados, considerando o risco estrutural de calote.

