Operação da Polícia Federal nesta terça-feira (26) contra o ex-governador do Rio causou tensão na Assembleia Legislativa e ampliou apreensão na base governista do PL.
A Polícia Federal realizou uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro nesta terça-feira (26), abalando os bastidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A ação, a segunda em 11 dias envolvendo o político, reforçou a percepção de desgaste irreversível de sua imagem e gerou temor sobre o impacto nas eleições de 2026.
Parlamentares da base aliada e do PL trabalham para desvincular a imagem do presidente da Alerj, Douglas Ruas, do ex-governador, considerado um “ativo político tóxico”. Agentes da PF apreenderam dois celulares na cobertura do ex-governador no condomínio Península, na Barra da Tijuca.
Douglas Ruas criticou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que associaram o Rio e a Alerj a milicianos, cobrando respeito à instituição. Deputados da oposição relacionaram a crise financeira do estado à gestão do ex-governador, com críticas aos aportes do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master e à privatização da Cedae.
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.


