A animação ‘Zé Pano e o Sopro da Vida’, finalizada no primeiro semestre de 2026, será exibida em festivais nacionais e internacionais. O filme, sem diálogos, usa expressões e trilha sonora para narrar a história de bonecos que enfrentam exploração e buscam justiça.
Destinada ao público infantil e familiar, a animação se passa em Trapolândia, um mundo invisível dentro da gaveta de uma costureira, onde bonecos de pano ganham vida e enfrentam conflitos ligados à convivência, solidariedade e ambição. O protagonista, Zé Pano, descobre que um magnata da moda explora trabalho infantil entre os bonecos.
O diretor Iuri Araújo explicou que a obra nasceu de um universo visual lúdico, mas traz uma crítica social sobre o excesso de trabalho e materialismo. A ausência de diálogos exige atenção especial à expressão corporal e facial dos personagens, enquanto a trilha sonora original conduz a narrativa.
Segundo o diretor de arte Guilherme Araújo, o projeto dialoga com crianças e adultos em diferentes níveis, inspirando-se no cinema mudo e na animação poética. A produção, financiada pela Lei Paulo Gustavo, representa um avanço para o setor audiovisual em Goiás, que passa por amadurecimento técnico e profissional.


