Desde 2024, órgãos do Rio de Janeiro alertam para o risco de investir recursos do Rioprevidência no Banco Master. Apesar dos avisos, os aportes continuaram até a liquidação do banco em 2025, com rombo estimado em R$ 3,7 bilhões, segundo a Polícia Federal.
Em outubro de 2024, o conselho fiscal do Rioprevidência manifestou preocupação com aplicações em letras financeiras do Banco Master e recomendou a suspensão de novos investimentos. A Caixa Econômica Federal também recusou comprar R$ 500 milhões em títulos do banco, classificando a operação como arriscada.
O Tribunal de Contas do Estado proibiu novos aportes em outubro de 2025, um mês antes da liquidação do Banco Master e da prisão do controlador. O Rioprevidência investiu R$ 970 milhões em letras financeiras e cerca de R$ 2,6 bilhões em fundos ligados ao banco.
A Polícia Federal aponta um rombo de R$ 3,7 bilhões. Em dezembro de 2025, o Rioprevidência resgatou aproximadamente R$ 1,4 bilhão de um fundo administrado pelo banco e avalia medidas para recuperar outros recursos. O ex-diretor de investimentos defendeu os aportes, afirmando que foram feitos no interesse exclusivo do fundo.
Na terça-feira (26), o ex-diretor foi alvo de operação policial relacionada ao caso.


