Uma pessoa negra na Paraíba tem 5,5 vezes mais chances de ser assassinada do que uma pessoa não negra, segundo o Atlas da Violência 2026 divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Em 2024, a Paraíba registrou 925 homicídios de pessoas negras, com taxa de 34,1 mortes por 100 mil habitantes negros, enquanto a taxa entre pessoas não negras foi de 6,2 por 100 mil habitantes. O número absoluto de homicídios de pessoas negras cresceu 2,5% em relação a 2023.
O levantamento também mostra que a Paraíba teve a menor taxa de homicídios em uma década, com 1.058 mortes oficiais e taxa de 25,7 assassinatos por 100 mil habitantes em 2024, representando redução de 31,8% no número absoluto e 35,6% na taxa desde 2014.
Entre as mulheres, foram registrados 71 homicídios no estado, com taxa de 3,4 mortes por 100 mil mulheres. A taxa entre mulheres negras foi de 4 por 100 mil, superior à de mulheres não negras, que foi de 1,6 por 100 mil.
As cidades de João Pessoa, Santa Rita e Patos aparecem entre as que tiveram mais homicídios estimados no estado em 2024, considerando assassinatos oficiais e casos subnotificados.


