O ex-governador do Rio de Janeiro negou nesta terça-feira (26) qualquer relação pessoal indevida com empresário investigado na operação da Polícia Federal que apura movimentação de cerca de R$ 3 bilhões da Rioprevidência em produtos financeiros ligados ao Banco Master.
A Polícia Federal investiga aportes bilionários realizados pela Rioprevidência entre outubro de 2023 e outubro de 2025, que teriam sido direcionados a fundos e Letras Financeiras ligados ao Banco Master. A corporação aponta supressão de etapas técnicas e ausência de justificativas formais para os investimentos, além de suposta atuação do ex-governador para viabilizar os aportes, incluindo troca da cúpula da autarquia antes das aplicações.
O ex-governador afirmou que os contatos com o empresário ocorreram em agendas oficiais e encontros sociais comuns ao exercício da função pública, negando favorecimento ou benefício pessoal. Segundo a defesa, ele não participou das decisões técnicas da Rioprevidência e determinou medidas de apuração e controle após questionamentos, incluindo o afastamento da presidência da autarquia.
A operação Compliance Zero cumpriu 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília. A defesa ressaltou que os investimentos seguiram fluxos técnicos e jurídicos da autarquia, e que os recursos foram integralmente recuperados e ressarcidos ao Estado, garantindo a proteção do patrimônio previdenciário.


