O senador do Rio de Janeiro solicitou nesta terça-feira (26), em Washington, que o governo dos Estados Unidos reconheça o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. O pedido foi o foco principal da reunião com o presidente americano no Salão Oval da Casa Branca.
Durante o discurso na Casa Branca, o parlamentar afirmou que as facções criminosas controlam territórios no Brasil pela força, infiltram instituições públicas e atuam internacionalmente. Ele destacou que essas organizações representam uma ameaça que ultrapassa o crime comum, caracterizando-as como terroristas.
O senador também anunciou que, se eleito em 2026, pretende integrar o Brasil a uma frente hemisférica de combate ao crime organizado transnacional, ao lado dos Estados Unidos e de governos conservadores da América Latina, incluindo Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, Panamá e República Dominicana.
Na área econômica, defendeu que o Brasil pode ser parceiro estratégico dos EUA na exploração de terras raras e minerais críticos, oferecendo uma alternativa à China. Ele afirmou que buscaria um acordo bilateral sólido para ampliar investimentos e cooperação industrial.
O senador criticou o Itamaraty e a embaixada brasileira em Washington por recusarem o pedido do seu gabinete para sediar a coletiva após o encontro. Também relatou que o presidente americano perguntou sobre a situação da família do ex-presidente e entregou uma moeda simbólica como sinal de respeito e reconhecimento.

