O papa Leão alertou neste fim de semana que a adoção de tecnologias de inteligência artificial pode provocar desemprego em massa e uma calamidade social. Ele defendeu a regulamentação da IA para proteger empregos e a dignidade humana.
Em sua primeira encíclica, o papa afirmou que a busca por lucros não pode justificar a perda sistemática de empregos e que a ordem econômica deve respeitar a dignidade humana e o bem comum. “A pessoa humana é um fim, não um meio”, escreveu.
Operadores da plataforma Kalshi atribuem 60% de chance de a taxa de desemprego nos Estados Unidos ultrapassar 8% antes de 2030, e 47% de probabilidade de superar 9% no mesmo período. A plataforma também aponta 16% de chance de recessão em 2026 e 45% em 2027.
Investidores indicam que a inteligência artificial já influencia cortes de empregos, com 78% de chance de ser o principal motivo das demissões em maio, conforme dados da consultoria Challenger, Gray & Christmas.
O papa ressaltou que o desemprego é um mal grave e que o trabalho é fundamental para a experiência humana, não apenas como sustento, mas também como espaço de expressão e contribuição social. Ele alertou para o risco de empobrecimento humano e cultural caso o avanço tecnológico não garanta emprego para a maioria da população.


