A Polícia Federal indicou que o governador do Rio de Janeiro mantinha relação próxima com o controlador do Banco Master, facilitando aportes do RioPrevidência. A investigação é desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou R$ 970 milhões em investimentos suspeitos entre outubro de 2023 e julho de 2024.
A decisão da Polícia Federal aponta que o governador do Rio de Janeiro teve papel politicamente relevante para viabilizar aportes do fundo previdenciário estadual no Banco Master. O relacionamento incluía encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo controlador do banco, com coincidência temporal dos aportes bilionários.
Segundo a investigação, esse vínculo permitiu a nomeação de dirigentes do RioPrevidência em cargos de chefia para garantir que as decisões de aplicação de recursos fossem feitas em desconformidade com as normas regulatórias. A Operação Barco de Papel identificou aportes suspeitos que somaram cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024.
A oitava fase da Operação Compliance Zero cumpriu 10 mandados, incluindo contra o governador. A defesa informou que a Polícia Federal apreendeu telefones sem uso e que as buscas ocorreram sem intercorrência. O RioPrevidência declarou estar à disposição para esclarecimentos e afirmou que a nova gestão adota medidas para garantir a segurança dos investimentos.


