Um vereador de Curitiba, investigado por suspeita de rachadinha, pediu para deixar o Conselho de Ética da Câmara Municipal após vídeo mostrar o recebimento de R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma funcionária. A ação faz parte de uma operação do Ministério Público do Paraná.
O vereador investigado foi filmado recebendo dinheiro vivo de uma servidora nomeada por ele, que devolvia parte do salário mensalmente para permanecer no cargo. O vídeo, autorizado pela Justiça, mostra o parlamentar contando as notas e guardando o dinheiro na sede do instituto que preside em Curitiba.
Durante a operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram apreendidas duas malas com mais de R$ 100 mil em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos e documentos. A investigação aponta que o esquema pode envolver todos os 12 servidores nomeados pelo vereador, com repasses que chegam a mais da metade dos salários.
A bancada do partido Novo na Câmara de Curitiba protocolou representação para abertura de processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar na cassação do mandato. A defesa do vereador afirmou que analisa o processo para tomar as medidas jurídicas cabíveis, ressaltando o respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.


