Pesquisa do Instituto Pensi com 142 famílias em cinco cidades brasileiras mostra que a alimentação infantil depende de fatores sociais, econômicos e culturais, não apenas da responsabilidade dos pais.
O estudo “Comportamento Alimentar: Percepções e Desafios da Alimentação Saudável” identificou cinco fatores que influenciam o que as crianças comem: preço dos alimentos, jornada de trabalho dos responsáveis, ambiente alimentar disponível, tempo de exposição a telas e publicidade direcionada.
Realizada entre setembro e outubro de 2025 em São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Belém e Goiânia, a pesquisa ouviu famílias das classes AB, C e DE. Os relatos indicam que, apesar do conhecimento sobre alimentação saudável, fatores como cansaço, praticidade e influência da publicidade dificultam escolhas mais nutritivas.
Ultraprocessados estão presentes na dieta infantil, com consumo de até 93% entre crianças de dois a cinco anos, segundo o ENANI-2019. A escola também é ambiente decisivo, e políticas públicas buscam aumentar alimentos in natura e reduzir ultraprocessados nas refeições escolares.
Desigualdades sociais refletem no acesso a alimentos, com famílias de menor renda priorizando alimentos básicos e mais baratos. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas que apoiem as famílias e regulamentem a publicidade e a oferta alimentar para proteger a saúde infantil.


