O IPCA-15 de maio deve registrar alta de 0,53%, segundo projeções da Lifetime Gestora de Recursos e do Daycoval, indicando melhora em relação a abril, mas com pressão persistente na inflação de serviços.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve divulgar um IPCA-15 de maio com alta de 0,53%, abaixo dos 0,89% registrados no mês anterior e do IPCA cheio de abril, que subiu 0,67%. A economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos, Marcela Kawauti, explicou que a maior parte do aumento nos preços de combustíveis e alimentação ocorreu em abril, mas maio ainda deve apresentar alguma alta nesses itens.
Marcela destacou que os núcleos de inflação, que excluem itens voláteis como alimentos e combustíveis, sofrem efeitos diretos da guerra e são observados com atenção pelo Banco Central para identificar possíveis repasses para a economia. O BC teme que esses efeitos de segunda ordem possam desancorar as expectativas de inflação no longo prazo.
Leonardo Costa, economista do ASA, afirmou que os núcleos de inflação, especialmente os serviços, permanecem elevados e são o principal foco de preocupação do Banco Central, sustentando a postura conservadora da autoridade monetária. O Comitê de Política Monetária (Copom) também destacou o risco de maior resiliência na inflação de serviços devido a um hiato do produto mais positivo.
O departamento de pesquisa econômica do Daycoval alertou para o aumento dos preços das passagens aéreas, alimentação fora do domicílio e itens intensivos em trabalho, que mantêm os serviços subjacentes em patamar elevado, representando um desafio para o Banco Central.


