Um estudo internacional com 20.286 fisiculturistas identificou a morte cardíaca súbita como a principal causa de óbito na modalidade entre 2005 e 2020, segundo pesquisa da Universidade de Pádua.
A pesquisa publicada em 2025 no European Heart Journal analisou atletas da Federação Internacional de Fitness e Fisiculturismo (IFBB) e registrou 121 mortes, das quais 46 foram por morte cardíaca súbita, representando 38% dos casos.
Os autores destacam que fisiculturistas profissionais têm risco cinco vezes maior de morte cardíaca súbita em comparação com amadores. O estudo relaciona práticas comuns na preparação para competições, como restrição calórica extrema, desidratação e uso de esteroides anabolizantes, ao aumento do risco cardiovascular.
O uso de anabolizantes pode causar hipertensão, alterações no coração e arritmias fatais. O caso recente de um fisiculturista e influenciador de 22 anos, cuja causa da morte foi cardiomiopatia hipertrófica, reforça a preocupação médica.
Os pesquisadores recomendam maior acompanhamento médico, intensificação dos controles antidoping e estratégias preventivas para atletas profissionais e frequentadores de academias.


