Professores da USP iniciaram greve na segunda-feira (25), unindo-se a estudantes que protestam desde abril por reajuste salarial, melhorias no auxílio estudantil e condições acadêmicas. A reitoria mantém diálogo limitado.
A greve na Universidade de São Paulo (USP) já dura mais de um mês, com estudantes em paralisação desde o início de abril e professores aderindo na segunda-feira (25). A Associação dos Docentes da USP (Adusp) reivindica reajuste salarial pelo IPCA de mais de 3%, aumento no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), reorganização do semestre e não punição dos manifestantes.
Os estudantes protestam contra cortes em bolsas, falta de moradia, problemas no restaurante universitário e cortes no fornecimento de água. A USP propôs reajuste do auxílio integral para R$ 912 e parcial para R$ 340, mas os alunos pedem R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista.
Manifestantes também exigem apuração sobre a ação da Polícia Militar na desocupação da reitoria, que usou bombas e gás lacrimogêneo. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) afirma que a reitoria está intransigente e pressiona calouros com ameaças de jubilamento.
A USP prorrogou os prazos dos projetos atuais até 28 de fevereiro de 2027. A bolsa PUB é de R$ 745 mensais, e o PAPFE varia de R$ 335 a R$ 885. Negociações recentes não avançaram, e o DCE aguarda retorno da reitoria após mesa de mediação sobre o orçamento.


